Observando a rua pela janela, com a esperança que ela
apareça sorrindo, que meu telefone toque, eu desça com um sorriso no rosto, a abrace,
a beije, pegue sua mão, e caminhe. Fico angustiado, inseguro, com a saudade me
fazendo de refém, não sei o que fazer, se pego o celular, ligo
desesperadamente, só querendo escutar a sua voz, se fico quieto, sem incomodá-la.
Não sei se ela sente minha falta, se ela sente vontade de me abraçar, tanto
quanto eu sinto, assim vou ganhando de tempos em tempos doses de carinho devido
a sociedade que impõe inúmeras olhadas no relógio ou no celular, tendo minutos
para se ver, poder dizer um eu te amo rapidinho, pois tem que ir para aula, ou
para o serviço. A angústia me segue como uma hospedeira que sabe atacar na hora
mais inesperada possível. A batalha do amor vs angústia não acabou ainda, eu
não sei como isso irá acabar, se vai ser cedo, tarde, com intervalos, ou se vai
ser para sempre, o que eu faço é esperar, impaciente por uma resposta, sem
poder cobrar muito para não ser inconveniente, ou irritante. A cortina continua
a balançar, e um beijo no travesseiro com palavras sussurradas estão sendo o combustível
para continuar e seguir em frente.

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