Vento no rosto, pernas numa sincronia perfeita, mãos
esfoladas, alguns tombos, rodas gastas, muitas aventuras, e histórias.
Faz 31 anos, com muito suor materno,
queria apenas a felicidade do menino de 15 anos, que para muitos poderia se
tornar mais um marginalizado das periferias brasileiras. Anos se passaram, dias
chuvosos, dias ensolarados, lama, areia, pneus furados, pernas e braços
esfolados, anos passando, até que o menino já era um homem, um adulto, com uma
família, 3 filhos, e uma esposa, ela foi esquecida por um tempo, devido as
dificuldades da vida. Com 17 anos, o filho casula decidiu botar a velha magrela
em atividade, como se ela sentisse, como se ela respirasse um ar puro, que não
sentia muito a tempo, a velha magrela precisa de reformas, seu pneu dianteiro
furou hoje ao meio dia, mas isso não será um problema para o garoto, ele irá
cuidar dela como se fosse sua, pedalar, esfolar, e contar histórias para
seus filhos um dia.

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