quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Fim



                Inventando uma distração imaginária, apenas para não pensar no que já passou, e no que poderia ter acontecido. O amor, uma pessoa de duas faces. Uma hora está feliz, outra hora triste, uma mudança de comportamento indescritível, que toma conta dos sentidos e dos sentimentos de todos nós.
                Saber que se sente tão envergonhado quando está perto de um ser humano igual a você, com carne, ossos, cérebro, cabelo, órgãos internos. Estranha sensação de nervosismo, que ataca os dedos, fazendo-os mexer continuamente em alguma coisa qualquer, apenas para descarregar o nervosismo. Olhar para o chão, mas prestando atenção em tudo que a pessoa diz, dar uma risada travada, controlada pela mandíbula, olhar devagar de canto de olho, só para saber qual é a expressão da pessoa amada. Como é possível isso, fazer duas coisas ao mesmo tempo, pensar no que dizer, e prestar atenção em cada gesto, palavra e sorriso de alguém. A estranha, porém tão boa sensação de sentir o calor das mãos delicadas encostando-se às suas, uma risada que escapou involuntariamente pelos lábios, fazendo assim um beijo doce selar a porta do universo utópico que você criou durante muito tempo, pensando como seria se você estivesse junto desse alguém.
                A saudade está afiada, cutucando o peito. Saudade de momentos sem diálogo, apenas um olhar fixo no interior dos olhos, que tem como uma lona protetora cabelos castanhos ondulados. Sabendo dos erros, das mágoas, da raiva momentânea que coroe o coração como um ácido. Mas tendo a consciência que independente de tudo isso, a maior vontade é de que um dia que o céu esteja azul anil, uma mensagem chegue em meu celular, e esteja escrito que sente saudades, e que gostaria de conversar, como bons velhos amigos. Algo que não irei esquecer, e sei que nada irá voltar a ser como foi um dia, e que talvez isso tudo não aconteça novamente, nem a amizade, nem o amor. Ficará apenas na lembrança como um momento marcante em minha vida. Se numa esquina qualquer te encontrar, apenas irei perguntar se está feliz. Acabou, ainda bem que somos jóvens, temos muita vida pela frente, independente do que aconteça, o mundo está girando, e mesmo que isso sejá difícil de aceitar, é a realidade, e somos maduros o suficiente para lidar com tudo isso.10/07/12/27/08/12/04/9/12/11/09/12/

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Criando minha arte interior



                O meu atraso cultural e artístico devido às responsabilidades, e irresponsabilidades desses últimos cinco anos, fizeram com que nas últimas semanas inúmeras utopias momentâneas construíssem um novo pensamento, mais maduro acho eu, mais crítico, dedicado com a minha verdadeira essência, me faz perceber que ainda dá tempo, deixando coisas fúteis de lado, dando importância para as coisas que  realmente gosto.
                Demorei muito para descobrir o que realmente me fazia feliz, ainda tenho inúmeras dúvidas que me perturbam muito. Nesse ano que está passando conheci muitas pessoas, com pensamentos diferentes, pensamentos similares, pessoas que involuntariamente me deram inspiração para tentar coisas novas. Cada dia que passa conheço coisas lindas, concepções variadas, que me fazem ver ao redor das coisas, para fazer algo diferente, não apenas ficar sentado numa cadeira de escritório, fazendo um trabalho que não me interessa, para pessoas que não se interessam por mim. Sou jovem e muitas pessoas com a minha idade estão fazendo inúmeras coisas, estão construindo seus futuros a cada flash, a cada pincelada.
                Aquela vontade de sair correndo dessa sala fria, pegar minha bicicleta velha, e ir por essa cidade, fotografando cada por do sol, cada muro, cada prédio, desenhando em pequenos blocos, grandes folhas, quadros, paredes, filmando skatistas na praça da Matriz, na IPI e na Vala do Marinha, pessoas atuando, criar uma história, um curta, um filme, um artigo no jornal, ou num blog qualquer. Eu quero fazer arte, mas a sociedade opressora esteve esses anos tentando me fazer pensar que isso não era possível, construindo uma prisão imaginária chamada ‘’escritório’’.
                Agora irei descobrir quem realmente sou, errando, tentando, curtindo momentos de felicidade e prazer, captando pequenos movimentos, escrevendo cada sentimento, tocando cada acorde como se fosse o último, e que finalmente tudo isso faça parte do meu cotidiano.
               

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

War





A maior prova da estupidez do homem, uma guerra, mostra o quão errado é essa nomenclatura ''ser humano'', nem animais postos como ''irracionais'' fazem isso, milhares de judeus mortos em câmaras de gás por nazistas, negros mortos até hoje por membros da ku klux klan, jovens das periferias do mundo inteiro mortos por balas de fuzis de porcos fardados, que não param para pensar que essas pessoas são seres humanos iguais a eles.''Eles estão apenas seguindo ordens'' dizem muitas pessoas, só que não iriam estar seguindo tais ordens se o governo disponibilizasse estrutura suficiente para esses jovens, estrutura de ter um ensino público de qualidade, um sistema de saúde que funcione, entre outros diversos fatores que poderiam poupar inúmeras vidas. A avareza doentia do ser humano, de simplesmente matar alguém, sem se quer saber se essa pessoa não tem uma família para sustentar, se não é um estudante honesto só querendo construir um futuro promissor, explodir duas bombas atômicas no Japão, acabando com os sonhos e com as vidas de milhares de pessoas, tapando os olhos dos pobres cidadãos com uma partida de futebol, ou com uma novela, iludindo-os para que possam cada vez mais deixá-los ignorantes. Não precisariam existir os movimentos juvenis, grupos de trabalhadores, sindicatos, se as pessoas parassem de olhar para suas carteiras, e começassem a olhar nos olhos umas das outras, e perceber que todos nós somos iguais, negros, brancos, judeus, palestinos, gays, lésbicas, capitalista, socialistas, todos seres humanos, sendo mortos em centenas a cada dia, por homens que estavam ''apenas seguindo ordens''.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Limpeza mental

Abri a torneira, despejei tudo de uma vez só, tropeçando por cima das palavras algumas vezes, segurando o choro no inicio, falando coisas levemente cômicas, algumas risadas no ar. Um abraço forte, saudades imensas de sentir aquela sensação ótima que se tem quando ganha um abraço apertado, consegui por tudo pra fora, todo meu sentimento a respeito, agora independente do que aconteça, estarei com a cabeça desentupida de tantos pensamentos. Uma lavagem, uma casca interna retirada, aquela utopia maligna que me perseguia foi embora, e está vindo outra, mas dessa vez o sentimento é diferente, não sei ainda o que quer dizer, mas parece ser bom. Então espero uma resposta, mas espero tranquilo, tirei muitas dúvidas, e saberei que a decisão que virá será bem pensada, e com algum propósito benéfico para ambos. 11:40: Ventos batendo no rosto, o coração a mil, um choro entalado na garganta, uma tensão contínua, um pedalar rápido com medo de perder a hora. 13:00: Um sorriso, um leve choro sem legenda, uma consciência tranquila, e um sonho prestes a ser vivido.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Terça-feira



A culpa, junto do vazio, com um pouco de vergonha de olhar no rosto de alguém, isso me coroe por muitos dias, mas falta pouco para isso piorar, melhorar ou ficar tudo na mesma dor insuportável. Abrir a cabeça e o coração, abrir a torneira de pensamentos, tomando muito cuidado para que a torneira dos olhos não se abra. A ansiedade para que o amanhã chegue logo e com a força das pernas aceleradas nos pedais de uma Monark Super 10 chegue logo a uma praça. Imaginando como seria se você estivesse ao lado dessa pessoa, querendo pensar em tudo que vai dizer, tentando não esquecer de nenhum detalhe, tentando ser o mais honesto e justo o possível, segurando as lágrimas em todo lugar que vai, só pensando se no final, lá perto das 13h, os cabelos cacheados vão tocar o seu ombro. Tentando saber se uma borracha imaginária ira passar por cima de seu rosto, eu quero continuar na sua agenda, quero saber se o seu dia foi bom, se o seu sábado foi divertido, se você vai querer ver um filme francês comigo num dia de chuva, se vou poder segurar a sua mão, sem ficar fazendo brincadeirinhas de soltá-la, e levando a sério, tudo que possa fazer você ir embora, enfrentar o problema de frente. Todo mundo que ama, merece uma chance de continuar fazendo parte da vida de alguém.