O meu
atraso cultural e artístico devido às responsabilidades, e irresponsabilidades
desses últimos cinco anos, fizeram com que nas últimas semanas inúmeras utopias momentâneas
construíssem um novo pensamento, mais maduro acho eu, mais crítico, dedicado com
a minha verdadeira essência, me faz perceber que ainda dá tempo, deixando
coisas fúteis de lado, dando importância para as coisas que realmente gosto.
Demorei
muito para descobrir o que realmente me fazia feliz, ainda tenho inúmeras dúvidas
que me perturbam muito. Nesse ano que está passando conheci muitas pessoas, com
pensamentos diferentes, pensamentos similares, pessoas que involuntariamente me
deram inspiração para tentar coisas novas. Cada dia que passa conheço coisas
lindas, concepções variadas, que me fazem ver ao redor das coisas, para fazer algo
diferente, não apenas ficar sentado numa cadeira de escritório, fazendo um
trabalho que não me interessa, para pessoas que não se interessam por mim. Sou jovem
e muitas pessoas com a minha idade estão fazendo inúmeras coisas, estão
construindo seus futuros a cada flash, a cada pincelada.
Aquela
vontade de sair correndo dessa sala fria, pegar minha bicicleta velha, e ir por
essa cidade, fotografando cada por do sol, cada muro, cada prédio, desenhando
em pequenos blocos, grandes folhas, quadros, paredes, filmando skatistas
na praça da Matriz, na IPI e na Vala do Marinha, pessoas atuando, criar uma história,
um curta, um filme, um artigo no jornal, ou num blog qualquer. Eu quero fazer
arte, mas a sociedade opressora esteve esses anos tentando me fazer pensar que isso
não era possível, construindo uma prisão imaginária chamada ‘’escritório’’.
Agora
irei descobrir quem realmente sou, errando, tentando, curtindo momentos de
felicidade e prazer, captando pequenos movimentos, escrevendo cada sentimento,
tocando cada acorde como se fosse o último, e que finalmente tudo isso faça
parte do meu cotidiano.

Nenhum comentário:
Postar um comentário