Penélope não conseguia por seus sentimentos no lugar, estava tudo tão embaralhado. Ela era impulsiva e observadora, muitas vezes passava horas e horas apenas observando e criando pensamentos infinitos. Talvez fosse esse o problema, ela pensava demais em qualquer coisa, fazia com que a afobação tomasse conta de tudo. O impulso depois de quase explodir a cabeça de tantos pensamentos, fazia com que ela se arrependesse dos seus atos frequentemente.
Como seria bom poder desligar o cérebro por alguns dias, meses, anos. Apenas descansar, sem amor, sem paixão, sem responsabilidades, sem mágoa, apenas um corpo parado. Para fugir de tudo isso, muitas vezes Penélope decidia dormir, tentava esquecer do vazio que tinha no peito, quando acordava, olhava para a janela, via que o dia estava lindo, pegava sua câmera, sua bicicleta, um livro e algumas tintas a base d'água. Saia sem rumo, sem direção, apenas pedalava. Olhava para todas aquelas pessoas na rua, pessoas sem sonhos, eram reféns da vida, temiam fazer algo por causa de dinheiro e status. Penélope se perguntava: '' essas pessoas não estão olhando ao redor e vendo que o mundo é enorme, e que elas estão vivendo apenas dentro da bolha onde nasceram.
Durante sua pedalada escutava de Caetano Veloso a Jimi Hendrix, de Los Hermanos a Beatles. lembrava que em seu quarto havia um quadro da banda The Who que olhava para ela a noite inteira, ela adorava aquele quadro craquelado. Sem medo de morrer, viver, sonhar, Penélope era uma astronalta'' via o mundo de cima, do lado de fora, mas sabia que mesmo assim havia uma âncora a segurando. Ela queria voar alto sempre que escutava o trecho da música ''Have a cigar'' da banda Pink Floyd, esse trecho dizia: ''You're gonna fly high, your're never gonna die''. Ela só não sabia como fazer isso, como fazer a âncora criar asas.
Como seria bom poder desligar o cérebro por alguns dias, meses, anos. Apenas descansar, sem amor, sem paixão, sem responsabilidades, sem mágoa, apenas um corpo parado. Para fugir de tudo isso, muitas vezes Penélope decidia dormir, tentava esquecer do vazio que tinha no peito, quando acordava, olhava para a janela, via que o dia estava lindo, pegava sua câmera, sua bicicleta, um livro e algumas tintas a base d'água. Saia sem rumo, sem direção, apenas pedalava. Olhava para todas aquelas pessoas na rua, pessoas sem sonhos, eram reféns da vida, temiam fazer algo por causa de dinheiro e status. Penélope se perguntava: '' essas pessoas não estão olhando ao redor e vendo que o mundo é enorme, e que elas estão vivendo apenas dentro da bolha onde nasceram.
Durante sua pedalada escutava de Caetano Veloso a Jimi Hendrix, de Los Hermanos a Beatles. lembrava que em seu quarto havia um quadro da banda The Who que olhava para ela a noite inteira, ela adorava aquele quadro craquelado. Sem medo de morrer, viver, sonhar, Penélope era uma astronalta'' via o mundo de cima, do lado de fora, mas sabia que mesmo assim havia uma âncora a segurando. Ela queria voar alto sempre que escutava o trecho da música ''Have a cigar'' da banda Pink Floyd, esse trecho dizia: ''You're gonna fly high, your're never gonna die''. Ela só não sabia como fazer isso, como fazer a âncora criar asas.