domingo, 3 de março de 2013

Penélope parte 4

          O dia estava chuvoso quando Penélope acordou na casa de uma amiga, ela pegou um cigarro e fumou na cama, comeu um chocolate enquanto pensava em qualquer coisa. Foi tomar um banho, durante o banho ela pensou como poderia ser uma vida perfeita. Numa vida perfeita ela teria dinheiro, faria tudo sem se preocupar com horário, responsabilidades, iria simplesmente pegar um jato até a Europa e tomar um café num frio de - 5ºC.
          Mas o que é ser rico? Ter dinheiro? Eu nunca fui rico, mas com certeza eu não quero ser rico sozinho. Eu quero ser rico de amizades, de pessoas que fazem diferença no meu dia-a-dia, não sei, algo mais verdadeiro do que apenas malotes de dinheiro.
Escutando Velvet Underground & Nico...Heroin. Penélope carregava uma culpa que não tinha muita descrição. Ela apenas tinha na noite passada criado uma atração por uma pessoa que ela nunca esperava ter mais do que amizade. Não é nada muito sério, apenas atração. O susto é o começo de um trauma benéfico, faz com que coisas piores não venham à acontecer.
          Fumando um cigarro deitado na cama, enquanto faz uma mistura de Folk americado com PsicoTrash enfeitado com uma capa de Andy Warhol.

sábado, 2 de março de 2013

Penélope parte 3

          Estava perto do Natal, Penélope achava que não ia ganhar nada muito legal de presente. Chega a noite de Natal, todos estão na mesa, como de costume aquela coisa de família, a mãe ansiosa pelo jantar que ela preparou, o pai bebendo alguma bebida bem forte e preparando alguns petiscos. A noite foi boa, tranquila, uma noite de Natal como qualquer outra. Alguns dias depois foi até a livraria pois sua amiga iria dar-lhe um livro de presente. Pegou um livro chamado ''Misto quente'' do escritor Charles Bukowski, um livro forte, sujo e verdadeiro, durante muitas partes Penélope pode ver o reflexo de seu rosto nas páginas, como se aquela história fosse baseada em sua vida. Era tudo tão difícil de perceber, como em poucas páginas pode construir um universo inteiro?
         Um dia saiu para conversar com um amigo, Penélope não sabia que aquela noite iria ser muito marcante em sua vida. A noite foi passando e Penélope e seu amigo conversavam sobre a vida. Até que seu amigo começou a falar de futuro, profissões, a sociedade que é submissa a um padrão de cidadão ''perfeito'' falso, onde somos apenas soldadinhos de uma sociedade que não sonha.
         Todos nós temos o direito de sonhar o quanto quisermos, e de fazer com que esses sonhos sejam bases para realidades totalmente diferentes do cotidiano. Criando uma personalidade real, fugindo de uma bolha imaginária que aprisiona os pobres cidadãos, que estão apenas querendo ser '' bons seres humanos''. Estamos do lado de fora da bolha, do revés é tudo tão lindo, tão interessante.