Vento no rosto, pernas numa sincronia perfeita, mãos
esfoladas, alguns tombos, rodas gastas, muitas aventuras, e histórias.
Faz 31 anos, com muito suor materno,
queria apenas a felicidade do menino de 15 anos, que para muitos poderia se
tornar mais um marginalizado das periferias brasileiras. Anos se passaram, dias
chuvosos, dias ensolarados, lama, areia, pneus furados, pernas e braços
esfolados, anos passando, até que o menino já era um homem, um adulto, com uma
família, 3 filhos, e uma esposa, ela foi esquecida por um tempo, devido as
dificuldades da vida. Com 17 anos, o filho casula decidiu botar a velha magrela
em atividade, como se ela sentisse, como se ela respirasse um ar puro, que não
sentia muito a tempo, a velha magrela precisa de reformas, seu pneu dianteiro
furou hoje ao meio dia, mas isso não será um problema para o garoto, ele irá
cuidar dela como se fosse sua, pedalar, esfolar, e contar histórias para
seus filhos um dia.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Viva o sonho!
A vontade é de acordar do sonho, e estar tudo como eu quero,
mas o mundo não é exatamente como a gente quer, nós temos que lutar muito para
que fique agradável de se viver, só que colocar isso dentro de uma cabeça,
cheia de pensamentos confusos 24h por dia é muito difícil. Sentido como se
fosse a pior pessoa do mundo, querendo consertar os erros, desesperadamente
correndo para não ser perdido de vista pelo mais doce e lindo coração, querer
sempre fazer a coisa certa, mas fazendo a coisa errada pensando apenas em si
mesmo. Arrependimentos nada mais é que o livro de respostas da prova de uma
próxima etapa de nossas vidas, saber que tem princípios, e saber que irá
substituir um dia toda essa mágoa por amizade, felicidade, e muitos sorrisos
envergonhados como centro de uma fotografia tirada dentro de um estúdio
musical. É assim que pretendo seguir em frente, preparado para continuar a
viver, e me preparando mais ainda para que no dia que eu poder ser visto pelo
tal coração, esses erros não se repitam, e um abraço forte de ambas as partes
aconteça quando o céu estiver azul. Vivendo o sonho intensamente.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Liberdade mental
Ansioso pela tão esperada liberdade mental, poder escrever
horas e horas, aperfeiçoar cada vez mais a habilidade de desenhar, de
fotografar, de compor, de tocar instrumentos musicais, fugir da
opressão utópica que aprisiona as minhas ideias. Ter meu próprio espaço, mas ao
mesmo tempo compartilhando ideias e hábitos com alguém que gostos e pensamentos são parecidos aos meus, é um dos motivos que eu tenho para sair de casa,
talvez o maior deles, e eu consegui descobri isso hoje, vendo uma
entrevista da banda Little Joy. Na tal entrevista Fabrizio Moretti falava da liberdade, e o
conforto de não ter pressão, poder descobrir coisas novas que estão dentro de
si próprio há muito tempo, mas nunca prestou atenção, conhecer inúmeros
artistas, músicos, escritores, por essa outra pessoa, e mostrar experiências de
vida e gostos para esse alguém. Eu espero muito que tudo dê certo dentro dos
meus planos, mas o tempo é o meu pior inimigo por dois motivos: 1º- demora
muito para passar, sem saber quando eu irei sair de casa. 2º- se caso eu
consiga, os horários irão ficar mais apertados. Mas irei fazer de tudo que
isso aconteça, não sei quanto tempo vai demorar, e nem sei se irá acontecer, mas a minha liberdade mental irá aparecer apenas quando eu tiver meu próprio universo, com paredes de tijolos escondidos por cimento e tinta sendo a minha proteção.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
New home
A ansiedade de sair do colo dos pais, viver intensamente,
não ter horário para nada, sair sem avisar ninguém, querer muito que as férias
de verão cheguem logo para que a mudança possa ser feita, tinta nos dedos,
unhas esfoladas, pele áspera, sorrisos de empolgação, é isso que nós
pretendemos, um pouco antes de atingir a maioridade, fazendo parte de um casal
não carnal irei morar junto de uma pessoa completamente maluca, mas uma maluca
gente fina, apenas alguns detalhes financeiros que estão retardando um pouco
essa mudança, mas isso pode ser resolvido (eu espero). Sonhando acordado com um
cigarro no meio dos dedos, um jornal aberto e altas risadas do lado de fora de
um Café na Rua da República, o cara com a barba falhada, tênis de skate, meias
até a canela, com uma cara adolescente, a menina com um cabelo colorido, um
azul perdendo a cor para o verde, calça de abrigo colegial, uma blusa normal,
com tatuagens e pircings, esbanjando felicidade. Um casal não carnal, uma
história de muitas risadas, talvez algumas brigas, muita amizade, uma possível
desorganização no começo, uma evolução, de garotos para rapazes, de meninas
para mulheres. Até a minha maioridade dar o passo maior que a perna é algo que
terei que controlar, se for para acontecer, acontecerá. Paredes pintadas com
desenhos vindos do underground, frases cômicas de pura nostalgia escrita nos
rodapés de um apartamento no centro de Porto Alegre, posso nos ver numa sacada
apreciando o nada, com as luzes de natal brilhando o começo de uma nova
história.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Medo
Parece que faz décadas, mas não passou nem 48 horas, a chave que aperta a minha mandibula foi perdida, meu queixo está solto, meu rosto cansado, abatido, meus olhos estão se rendendo as lágrimas, e o vazio no peito que eu sinto antes de dormir, pedindo o calor de seus abraços, faz eu ter medo do frio, saber que quando eu sentir frio não terá seus cabelos ondulados sob meu travesseiro, não irei sentir seu perfume doce quando dou-lhe um beijinho de leve, estilo filme infantil dos anos 90. Tenho medo de olhar para as pessoas, medo que elas perguntem o que está acontecendo comigo, pois o cara falante, sorridente que todos conhecer não sorri mais, não fala mais que o necessário, apenas corre para longe de todos, rendido em braços cruzados sob uma mesa riscada, ou na parede de um banheiro, com os cotovelos apoiados nos joelhos, falando para si mesmo que está sentindo medo do frio, medo da solidão, medo de nunca mais poder ver o sorriso mais lindo do mundo. A vontade é de retardar o andamento do relógio, fazer ele ficar mais rápido, até chegar num universo fantasioso, que os problemas não existem, que só o seu nariz apoiado no meu, com leves beijos e cocegas para descontrair já são o suficiente. Onde os minutos são horas, eu não sei onde esse relógio acaba.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Último romance
''Do nosso amor a gente é que sabe, pequena''. O céu não estava bonito, as mãos não foram tocadas, um leve toque de lábios que anunciavam as lagrimas, palavras não foram trocadas por alguns minutos, mas eu já sabia o que estava por traz disso, um sentimento diferente, mãos tremulas, queixos soltos, lagrimas que ainda não pararam de sair, raiva momentânea, saudade instantânea, compreensão após ouvir palavras sábias de alguém que já viveu situações parecidas. A amizade acima de tudo, o amor verdadeiro guardado no peito, uma estrada que ainda não acabou, só está meio esburacada, uma obra lenta que precisa de muito trabalho está por vir, não sei o tempo que vai demorar, só que um dia ainda, um beijo no ouvido, ou apenas uma olhada pro céu com ambas as mãos juntas irá se repetir. ''E ninguém dirá que é tarde demais''
Assinar:
Comentários (Atom)


